Era menina moleca que vivia a subir em árvores, caindo, se machucando, mas só levantava arrumava a roupa e voltava fazer bagunça.
Gostava de brincar com os meninos, mas sonhava em ser bailarina.
Oh menina! Tão pequenina e já sonha em ser bailarina!
Felicidade fazia parte de sua vida por tempo integral, brincava de ser adulta, achava muito divertido. Mal sabia o que a esperava pela frente.
Anos se passaram e seu sonho de ser bailarina foi arrancado, um buraco no peito ficou e nada o faz fechar.
Trocou suas delicadas sapatilhas por saltos que a obrigavam ser mulher, com responsabilidades e obrigações.
A “menina” fizera diversas atividades e cursos ao longo de sua vida, mas nenhum era tão belo quanto seu amado ballet.
Sapatilhas, saias, figurinos, e malhas foram cuidadosamente guardados, assim como suas lembranças.
Agora a mulher que já não consegue mais nem ver uma bailarina, que a faz chorar, sonha em ter uma filha, que ame a dança e brilhe nos palcos, em que ela não pôde brilhar.
“Oh pobre menina! Tão pequenina e sonhava ser bailarina.”
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