29.3.10

Querer nem sempre é poder.

Era menina moleca que vivia a subir em árvores, caindo, se machucando, mas só levantava arrumava a roupa e voltava fazer bagunça.

Gostava de brincar com os meninos, mas sonhava em ser bailarina.

Oh menina! Tão pequenina e já sonha em ser bailarina!

Felicidade fazia parte de sua vida por tempo integral, brincava de ser adulta, achava muito divertido. Mal sabia o que a esperava pela frente.

Anos se passaram e seu sonho de ser bailarina foi arrancado, um buraco no peito ficou e nada o faz fechar.

Trocou suas delicadas sapatilhas por saltos que a obrigavam ser mulher, com responsabilidades e obrigações.

A “menina” fizera diversas atividades e cursos ao longo de sua vida, mas nenhum era tão belo quanto seu amado ballet.

Sapatilhas, saias, figurinos, e malhas foram cuidadosamente guardados, assim como suas lembranças.

Agora a mulher que já não consegue mais nem ver uma bailarina, que a faz chorar, sonha em ter uma filha, que ame a dança e brilhe nos palcos, em que ela não pôde brilhar.

“Oh pobre menina! Tão pequenina e sonhava ser bailarina.”

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