18.7.09

Minha infância

Oh, que saudades de minha infância

Da melhor fase de minha vida,

Da despreocupação que tinha!

Que os anos levam pra longe de mim

Todos os sonhos sem fim

Os aromas que vinham do jardim!

Das brincadeiras fabulosas

Das crianças curiosas,

Que apenas queriam se divertir!

O céu de um azul que nunca mais vira,

Os lírios mais belos que um dia toquei!

A inocência era o que mais importava

Oh, que saudades de tempos assim

Onde não se via maldade em ser algum!

Que época boa, que lua linda

A grama macia e confortante

A paisagem era deslumbrante!

Nuvens formavam desenhos

Beijos eram puros e doces,

Que sentíamos com a brisa da noite!

Oh, que lua cheia mais cheia,

De sonhos e esperanças

Que se moviam como numa dança!

Primavera, a mais linda

A estação em que mais havia brincadeiras.

Oh, que infância mais bela

Aproveitada com muita intensidade

Onde a maldade não existia!

Sonhos e mais sonhos

Tudo era motivo de alegria,

Cada sorriso fazia o dia.

Oh, que saudades de minha infância

Que se foi com o amanhecer do dia.

(inspirado em ‘Meus Oito Anos’, de Casimiro de Abreu)

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