17.7.09

sobre o passado


Ballet, foi uma das melhores coisas que já fiz em toda minha vida, sempre me senti a vontade quando estava no palco ou em contato com esse meio. Sentia-me profundamente feliz, parecia o ar ser mais puro, tinha a sensação que possuía asas e estava prestes a voar. Mas como nem tudo é como o planejado, tive que largar o que mais gostava, pois nunca tive apoio familiar para fazer o que gostava ou queria. Pratiquei outros dois tipos de dança, gostava também, mas não era como o Ballet, e tive que largar também. Pelo que lembro, e tenho escrito em meus diários, essa época era quando tinha 11,12 anos. Sempre escrevia, falava orgulhosa e com olhos radiantes: “Quero ser bailarina, e depois dar aulas de Ballet.” E sinceramente, duvido que volte a ser feliz como naquela época, não via obstáculos para me expressar, não sentia medo de expor meus sentimentos e mostrar quem realmente sou, aliás, hoje em dia não tenho medo, mas é mais complicado, pois existem consequências. Logo depois da época do Ballet, veio minha fase “punk”, usava roupas pretas, cruz no pescoço, olhos e boca pretos. Acho que era uma forma de expressar minha revolta, era tachada como “Rebelde”, rock pesado faziam minhas tardes mais “alegres”. Nunca estive sozinha nessa, tinha uma amiga que também andava assim, éramos as loucas da sala de aula, mas amigas de todos.

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